sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A pedido, conforme o planejado.

Foi em alguma tarde,ou noite, eu acho, e em algum bar qualquer, que a ideia surgiu espontaneamente como a fome que todos começavam a pensar que sentiam ao ver mesas mais abastecidas. A ideia surgiu para uma viagem, uma aventura, de início como uma fantasia ou ideia muito distante. Amsterdã, alguém gritou e foi refutado pela realidade, oktoberfest, e todos concordaram e beberam com prazer o resto de suas bebidas e riram dessa nova fantasia de viagem aventureira.

Foi perto da hora de crianças dormirem, ou mais cedo, não sei, em um dos bares de costume, que a fantasia começou a ganhar pernas e se organizar, criacionista, e passaram a estipular valores e pessoas, a melhor estação e como se proteger de adversidades e o melhor destino e se seriam meros turistas ou majestosos desbravadores boêmios. E entre um copo e outro, a fantasia transformou-se em planejamento urgente de uma experiência há muito necessária e adiada.

Foi perto da hora em que os "imorais" festejam, ou mais tarde, provavelmente, que a fadada viagem tomou forma. Forma, lugar, preço estipulado, convidados, transporte e até disposição de dormitórios, ou o que se passasse por um. Iriam acampar, mergulhar na natureza nunca desbravada essa semana. E todos iriam, dinheiro não seria problema, comida não seria problema, e bebida seria a solução. E assim estava decidido que assim seria, a comitiva e a demanda.

Foi a hora em que o galo cantava, e que os decentes iam trabalhar, que foi decidido. A fantasia tinha ido até certo ponto, a realidade os desafiava, e estava tudo decido. Local, pessoas, transportes e disposições, e haviam datas; e havia condições e prazos. Todos queria rapidez, todos queriam que não fosse fantasia, e principalmente, todos queriam que não fosse coisa de bêbados. Era, ou passou a ser, parte de suas realidades.