terça-feira, 23 de abril de 2013

Gostaria que tivesse morrido, gostaria não ter conhecido.

Espero que sinta
no ritmo da respiração descompassada,

Espero que aprenda
os porquês do nada,

Espero que veja
a verdade descreditada,

Espero que atenda
a voz desesperada,

Espero que cante
a música exasperada

Espero que ame
assim, a vida desperdiçada,

Espero que viva.




Espero que ache, em seus cadernos velhos, textos como esses
de uma juventude inacabada.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pequeno câncer.

Se não me houvesse nada mais a oferecer-te
A não ser meu rosto familiar
Se de cem sonetos de amor
Pudesse lhe oferecer 23 de insegurança
Se me faltasse, e falta,
A obstinação de grandes amantes
E se de todos os fogos, o frio,
Não de uma ausência, mas de uma despresença
Deixo-te ir, de meio-grado
E vou-me.
Nada que te sirvo é benigno, maligno e incomodo.