Há dias bons e ruins, ele sabe disso. Se acostumou, e sofre, e disfarça.
Nos dias bons, o pensamento só a tange ao se deitar. Nos bons de verdade, só quando nota sua própria felicidade.
E há os dias ruins, onde ela é tudo o que vê, tudo que sabe e tudo que verá.
Dias normais.
Ele sofre, esconde. Finge que não, acha que acostumou e crê que não se lembra do que feliz significa. Mente isso, diz aos poucos que sabem que não se importa.
Eles sabem, alguém tem que saber.
E os que não sabem, o dão como a pessoa mais feliz da criação e confundem felicidade e desespero.
Ele se tornou bom em mentir, precisava. Tão bom que ele quase acredita em si.
Mas ele sem lembra e sabe o que perdeu, sabe o que deixou pra trás
E ele aguenta, pois sabe.
E ele chora.
Texto escrito por meu outro eu, meu eu mais jovem, em alguma manhã de agosto de 2010.
Naqueles dias de confusões inspiradas, uma música inspirou esse texto que agora se aplica a coisas mais diversas e significados mais amplos.
Aonde eu me perdi, só piorei.
Não enlouqueci como achava, mas esse extravio acelerou esses sintomas.
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